CÂNCER NO PÊNIS

Ainda está para nascer o homem que não entraria em desespero ao receber a seguinte notícia de um médico: “Você está com câncer de pênis e ‘ele’ terá de ser amputado”. Muitos podem achar a ideia absurda, impossível de acontecer.

Talvez pensar dessa forma seja a maneira mais cômoda que a mente dos homens encontra para se proteger dos medos e dos fantasmas que surgem quando eles imaginam ter de encarar uma situação semelhante. Os números alertam que os marmanjos adeptos da crença da inatingibilidade masculina têm de revisar os conceitos, urgentemente.

Para potencializar a luta contra o câncer de pênis, a SBU irá realizar uma campanha nacional, desta segunda-feira, 20, até o próximo domingo, 26, cujo tema é Prevenir é fácil. Jogue limpo com seu amigo. O garoto-propaganda da campanha será Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ex-jogador de futebol.

Homens que fumam ou são contaminados repetidas vezes por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão mais expostos a esse câncer. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, cerca de mil homens têm o pênis amputado, anualmente, em decorrência do câncer no órgão genital.

Grande parte desses casos ocorre com pacientes das regiões Norte ou Nordeste do Brasil, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A depender da gravidade, a amputação pode ser total ou parcial.

“A prevenção contra o câncer de pênis é simples. É feita com informação, água e sabão. A principal causa da doença é a falta de hábitos básicos de higiene”, sustenta Wagner Porto, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Seção Bahia.

Ele explica que os homens devem sempre lavar o órgão sexual, principalmente após a masturbação e as relações sexuais. v“Durante o banho, basta usar qualquer sabonete comum.

A maneira correta de fazer a limpeza é expor o prepúcio – pele que protege a glande (cabeça) – de forma que permita a lavagem de toda a região, evitando o acúmulo do sebo conhecido como esmegma, que tem forte ação cancerígena”, detalha.

Riscos – Além dos riscos de amputação da genitália masculina, os tumores podem se espalhar (metástase) e provocar a retirada de outras partes do corpo, como as pernas, bolsa escrotal, testículos, além de causar graves traumas psicológicos.

O urologista Wagner Porto afirma que a doença tem tratamento. A cura, segundo ele, é praticamente assegurada se o câncer for descoberto ainda no início, daí a necessidade de ir ao urologista uma vez por ano, pelo menos, ou sempre que detectar qualquer lesão, ferida ou inflamação no pênis.

“No estágio inicial, as lesões são superficiais e não estão enraizadas. Nesses casos, a postectomia (ou circuncisão) – nome dado à cirurgia para retirada da fimose – já resolve o problema. Nos estágios mais avançados, o procedimento já não é suficiente e o tratamento terá de ser feito com pomadas, radioterapia, quimioterapia ou amputação”.

Publicado no site  Jornal A TArde ( ATarde Online) www.atarde.com.br

( 18.07.2007)

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O pênis é o órgão sexual masculino. Em sua extremidade existe uma região mais volumosa chamada glande (“cabeça” do pênis), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.

O câncer que atinge o pênis está muito ligado às condições de higiene íntima do indivíduo, sendo o estreitamento do prepúcio (fimose) um fator predisponente.

Epidemiologia
O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em indivíduos a partir dos 50 anos de idade, muito embora tumores malignos do pênis possam ser encontrados em indivíduos jovens. Está relacionado às baixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados.

No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

Consulte a publicação Estimativa 2008 Incidência de Câncer no Brasil.

Sintomas
A manifestação clinica mais comum do câncer de pênis é caracterizada por uma ferida ou úlcera persistente, ou ainda por uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de uma destas manifestações, associadas à presença de uma secreção branca (esmegma) pode ser um sinal de câncer no pênis. neste caso, um especialista deverá ser consultado.
Além da tumoração no pênis, é possível a presença de gânglios inguinais (íngua na virilha), o que pode ser um sinal agravante na progressão da doença (metástases).

Fatores de Risco
Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande (“cabeça” do pênis), dificultando assim uma limpeza adequada.

Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo. Alguns estudos científicos sugerem a associação entre infecção pelo HPV e câncer de pênis.

Prevenção
Para prevenir o câncer de pênis é necessário uma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar às crianças desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.

A cirurgia de fimose é uma operação simples e rápida, que não necessita de internação. Esta operação, chamada circuncisão, é normalmente realizada na infância.

Tanto o homem circuncidado como o não-circuncidado reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bons hábitos de higiene.

Detecção Precoce
Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento e é facilmente curado. É importante, ao fazer a higiene íntima, realizar o auto-exame do pênis.

Ao realizar o auto-exame, os homens devem estar atentos à:

• perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas;
• feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentem secreções e mau cheiro;
• tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua);
• inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.

Ao observar qualquer um destes sinais, é necessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico
Cerca de mais da metade dos pacientes com câncer de pênis demoram mais de um ano para procurar assistência médica, após o aparecimento das lesões iniciais. Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura.

Todas as lesões ou tumorações penianas, independente da presença da fimose, deverão ser avaliadas por um médico: principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aos tratamentos convencionais. Estas lesões deverão ser biopsiadas ( retirada de um fragmento) para análise , quando será dado o diagnóstico final.

Tratamento
O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas. A cirurgia é o tratamento mais freqüentemente realizado para controle local da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do pênis, que trazem conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Fonte: Ministério da Saúde. Página do INCA – Instituto Nacional de Câncer.

http://www.inca.gov.br

Uma resposta to “CÂNCER NO PÊNIS”

  1. JOSE EDVALDO LOPES Says:

    AQUELES QUE TEM O CHAMADO CORDÃO CURTO DEVE FAZER CIRURGIA

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