A DITADURA COMUNISTA E A CENSURA AVANÇAM

09/03/2010 por Jorge Roriz

AO INVÉS DE ABRIR O SIGILO BANCÁRIO DO ACUSADO PELO PROMOTOR PÚBLICO, O PT RESOLVE PROCESSAR A IMPRENSA E O PROMOTOR

O JORNAL O ESTADO DE S. PAULO E A REVISTA VEJA APENAS DERAM A NOTÍCIA DIVULGADA PELA JUSTIÇA.  PROMOTOR QUE DIVULGOU AS FALCATRUAS  COMPROVADAMENTE FEITAS PELO  PT FOI  AMEAÇADO DE PROCESSO. UMA INVERSÃO TOTAL DE VALORES.

Jorge Roriz

Nota do Partido dos Trabalhadores

É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja. O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese. O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão. Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca. Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela. O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias. Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.

José Eduardo Dutra

Presidente Nacional do PT

Incompetência ou mentira?

09/03/2010 por Jorge Roriz

RIO – A Petrobrás informou ao mercado nesta terça-feira que os investimentos programados para 2010 são de R$ 79,45 bilhões, e não de R$ 85 bilhões como afirmou a ministra da Casa Civil e candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em evento da estatal na véspera. Se a ministra sabia os valores exatos, mentiu. Se não sabia é  incompetente em passar informações equivocadas.

Jorge Roriz

Promotor calcula em R$ 100 milhões desvio em cooperativa ligada ao PT

09/03/2010 por Jorge Roriz

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. “A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões”, disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT – ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga. O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop.

“Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma”, diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. “Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop.”

Ele identificou “milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados”. O promotor identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”.

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BANCOOP CAIXA DOIS DO PT

08/03/2010 por Jorge Roriz

FRASE DO DIA

10/03/2010 por Jorge Roriz

É preciso que paremos de uma vez por todas com essas especulações de que é possível haver uma mudança, uma alteração (do presidenciável tucano). O momento é dele, temos um extraordinário candidato chamado José Serra e caberá a mim apoiá-lo”, afirmou Aecio Neves.

O QUE LULA PENSA DA GREVE DE FOME DO PRESO POLÍTICO?

09/03/2010 por Jorge Roriz
Sabedor que existem mais dissidentes cubanos em greve de fome, Lula fez uma declaração  desastrada à imprensa numa entrevista à Associated Press, e desta vez, não conseguiu confundir nem convencer ninguem: segundo Lula,  greve de fome não é método válido de luta para se conseguir a liberdade…”imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo fizessem greve de fome e pedissem a liberdade“…? Lula certamente , e sem maldade nenhuma, citou os bandidos de São Paulo porque sabe que aqui neste Estado  é onde estão situadas a maioria das cadeias de segurança máxima …construídas pelo governo estadual, claro.
Mas , quero salientar e lembrar ao presidente que aqui no Brasil os presos são todos criminosos condenados pela justiça…compará-los aos dissidentes cubanos é um ato de má-fé por parte do presidente Lula  pois no Brasil não existem mais presos politicos…será que Lula se esqueceu desta parte?
Segundo:Aqui os presos não precisam fazer greve de fome para ganhar a liberdade, pois nossa lei é tão frouxa que a concede legalmente: assassino que ganha 30 anos de reclusão, se cumprir 1/6 com “bom comportamento” já ganha as ruas.  Maneira engenhosa que o governo descobriu de suprir a falta de vagas em cadeias . Aliás…quantas cadeias de segurança máxima o governo Lula construiu nestes 8 anos…heim?

Mara Montezuma Assaf

O partido da bandidagem

09/03/2010 por Jorge Roriz

O partido da bandidagem - EDITORIAL DO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO

O recém-escolhido tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está tecnicamente certo quando diz que nunca tinha sido acusado de nada nem responde a processo algum, civil ou criminal, por sua atuação na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Bancoop), de que foi diretor financeiro (entre 2003 e 2004) e presidente (de 2005 até fevereiro passado). Mas os seus protestos de inocência só se sustêm graças à letárgica andadura da Justiça brasileira. Datam de setembro de 2006, há 3 anos e meio portanto, as primeiras denúncias de irregularidades na cooperativa, levantadas pelo Ministério Público (MP) do Estado. Em 2007, foi aberto inquérito criminal para apurar delitos da entidade, como superfaturamento de obras, apropriação indébita, desvio de verba e formação de quadrilha. No ano seguinte, uma testemunha disse ao MP que recursos desviados da Bancoop ajudaram a financiar clandestinamente a vitoriosa campanha presidencial de Lula em 2002.

A testemunha, Hélio Malheiro, era irmão de um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo, falecido em um acidente de carro em 2004, juntamente com dois outros dirigentes da instituição. Dizendo-se ameaçado de morte, Hélio foi acolhido no Programa de Proteção a Testemunhas do governo paulista. O seu depoimento foi crucial para o MP caracterizar a Bancoop como uma “organização criminosa” e solicitar a quebra do seu sigilo bancário, como foi noticiado em junho de 2008. Só na semana passada, porém, o promotor responsável pelas investigações, José Carlos Blat, recebeu o papelório ? mais de 8 mil páginas de registros de transações entre 2001 e 2008. E foi com base nessa documentação que ele pediu, na última sexta-feira, o bloqueio das contas da Bancoop e a abertura dos dados bancários e fiscais de João Vaccari Neto, acusando-o de “gestão fraudulenta”.

A apropriação para fins pessoais e políticos dos recursos dos cooperados, fundos de pensão e empréstimos captados pelo sindicato dos bancários transformou 400 famílias em vítimas do conto da casa própria: os imóveis que compraram na planta não foram construídos, mas os lesados continuaram a pagar as respectivas prestações. Segundo a revista Veja, que teve acesso aos autos do inquérito, a Bancoop sacou em dinheiro vivo de suas contas pelo menos R$ 31 milhões. Outros cheques, somando R$ 10 milhões, favoreceram uma empreiteira formada por diretores da entidade, que, por sinal, era sua única cliente conhecida. O responsável pelas obras da cooperativa disse que os pagamentos eram superfaturados em 20%. “Os dirigentes da Bancoop”, apurou Blat, “sangraram os cofres da cooperativa em benefício próprio e também para fomentar campanhas políticas do PT.”

A prova mais gritante foi o R$ 1,5 milhão pago entre 2005 e 2006 ? quando a instituição estava praticamente quebrada ? a uma firma espectral de serviços de segurança, então de propriedade de Freud Godoy, na época segurança de Lula. Cada qual a seu modo, Godoy e Vaccari se envolveram no escândalo do dossiê, a compra abortada pela Polícia Federal de material supostamente incriminador para candidatos tucanos na campanha de 2006. Quando a operação fez água, Lula chamou os seus autores de “aloprados”. Pelo dossiê, os petistas pagariam R$ 1,7 milhão. Nunca se descobriu de onde veio a dinheirama. À luz do que já se sabe das falcatruas da Bancoop, ela pode ter sido a fonte pagadora da baixaria. Tão logo entregou parte da bolada aos encarregados de comprar o dossiê, foi para Vaccari que ligou um dos cabeças da operação, Hamilton Lacerda, então assessor do senador Aloizio Mercadante.

Mas Vaccari não é o primeiro elo da cadeia. Ele deve a sua carreira ao companheiraço Ricardo Berzoini, que presidia o PT até poucas semanas e, como tal, foi acusado de autorizar a compra do dossiê. Berzoini alçou o bancário Vaccari à presidência do sindicato da categoria, em 1998. Em 2004, Berzoini salvou a Bancoop da falência, ajudando-a a levantar no mercado R$ 43 milhões via fundos de pensão de estatais comandados por petistas do grupo dele e de Vaccari. A Polícia Federal chegou a abrir inquérito sobre o prejuízo imposto aos fundos para favorecer a Bancoop. A rigor, nenhuma surpresa, considerando a folha corrida do PT. Mas, a cada escândalo, mais se aprende sobre a destreza com que a bandidagem petista se apossa do dinheiro alheio para chegar lá e ali se manter.

100 MILHÕES DESVIADOS E OS CARAS PINTADAS SUMIRAM

09/03/2010 por Jorge Roriz
Os estudantes cara-pintadas sumiram…são hoje executivos, empresários, trabalhadores ou desempregados deste Brasil varonil.
E os estudantes de hoje , de cara lavada, são todos coniventes ou omissos a tudo que acontece no ambiente político, por isso o clamor popular quando acontece, só obedece ao chamado da militância petista e em assuntos que lhe sejam interessantes. Os coniventes pelo menos batalham pelo que acreditam se abstendo de se pronunciar diante de casos rumorosos . Sua abstenção deixa de criar o tal clamor popular que tanto poderia prejudicar a militância, como agora com o caso do rombo do Bancoop, por exemplo.Mas os omissos, esses me envergonham mais que tudo, pois são uns alienados que não tem pelo que batalhar , preocupados somente em acariciar seus próprios umbigos. Esta é a nova geração de estudantes do Brasil. Socorro!

Mara Montezuma Assaf

INFLAÇÃO ALTA EM 2010

09/03/2010 por Jorge Roriz

Pela sétima semana consecutiva, os analistas de mercado consultados pelo boletim Focus, do Banco Central, aumentaram suas projeções para a inflação neste ano, prevendo que ela deve fechar 2010 quase meio ponto percentual acima do centro da meta do governo, que é de 4,5%.

Sinais exteriores de…blindagem

09/03/2010 por Jorge Roriz

Por João Bosco Rabello

Há pelo menos sete meses a Polícia Federal sabe sobre movimentações milionárias do empresário Fernando Sarney no exterior.

É dessa época, mais exatamente do dia 16 de julho de 2009, matéria do repórter Rodrigo Rangel no Estadão revelando, em primeira mão, remessa  de U$ 1 milhão do empresário para a China.

Detectada pela PF na Operação Boi Barrica, a remessa deu origem a um rastreamento de contas e a um pedido de ajuda ao governo chinês para encontrá-las, noticiados pelo jornal na mesma edição e matéria.

A PF já dispunha de e-mails do empresário e escutas telefônicas que indicavam um cenário mais amplo de possível lavagem de dinheiro, com origem em negócios envolvendo recursos públicos e tráfico de influência.

Dias depois o jornal foi notificado sobre a censura determinada pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ele proibiu a divulgação, por qualquer meio, de qualquer informação constante da operação Boi Barrica.

Blindou os Sarney, pai e filho, com o benefício do sigilo de justiça que não deveria ser estendido aos casos em que o interesse público se impõe.

A decisão coincidiu com o público e notório empenho pessoal do presidente Lula de dar sustentação ao então recém-eleito presidente do Senado, José Sarney.

O tempo passou, Fernando Sarney finge alma democrática desistindo da censura e o ministério da Justiça nega qualquer resposta da ajuda pedida à China.

Como movimentações financeiras passam por contas bancárias e a PF tem as informações muito antes do jornal, é razoável a interpretação de que se assiste a um clássico episódio de blindagem política.

Infecção generalizada

09/03/2010 por Jorge Roriz

Em princípio, nenhum inconveniente há no fato de a ministra-chefe da Casa Civil comparecer a uma inauguração de obra custeada exclusivamente com recursos de governo estadual.
Governadores, prefeitos, qualquer um pode convidar a ministra Dilma Rousseff ou quem quer que seja para suas festividades oficiais.
Na condição de mera candidata não haveria nada demais na presença da ministra Dilma Rousseff na entrega do Hospital da Mulher Heloneida Studart à população de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O governador Sérgio Cabral Filho faz a gentileza que quiser para quem bem entender.
Desde que não o faça ao molde de campanha política financiada pelo contribuinte, bem entendido. Nem dentro muito menos fora do prazo permitido para propaganda de candidatos.
Por um motivo bem objetivo: isso fere a Lei Eleitoral e afronta a Constituição no que tange à obrigação de o poder público se pautar pelos princípios da impessoalidade, probidade e transparência.
Impessoalidade significa governar para todos igualmente sem privilégios partidários, de amizade, parentesco ou de quaisquer interesses que não o desempenho da função.
Probidade significa o uso dos recursos públicos com lisura e em benefício do público pagante.
Transparência implica conduta franca, relação de confiança com o eleitor que lhe conferiu a delegação por voto e o contribuinte que sustenta suas atividades.
Nenhum desses preceitos foi observado no último domingo na cerimônia em que o governador recebeu Dilma Rousseff no primeiro ato estrelado por ela sem a companhia do presidente Luiz Inácio da Silva, desde que foi sagrada pré-candidata do PT à Presidência da República no congresso do partido, em 19 de fevereiro.
O governo do Rio de Janeiro organizou um comício, chamou ministro, prefeitos, deputados, vereadores. Pôs uma obra estadual a serviço de uma candidatura em evento com carros de som, militância, discursos de exaltação, manifestações de apoio, distribuição de lanches e desfaçatez suficiente para sustentar a negativa de que houvesse intenção eleitoral.
Distante alguns quilômetros, a Petrobrás patrocinava uma manifestação em plena praia de Copacabana a pretexto de anunciar uma parceria da empresa com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.
Desde quando uma ação dessa natureza requer um ato público com direito a discurso da diretora de Gás e Energia exaltando os talentos da “nossa candidata”?
Desde que o presidente Lula passou a testar repetidamente as balizas da Justiça Eleitoral e obteve em resposta a absoluta leniência do Tribunal Superior Eleitoral para com ações de cunho eleitoral acrescidas de uso explícito da máquina pública em prol de uma candidatura.
Na Baixada, o governador celebrava a possibilidade da eleição “dessa mulher”, nas palavras dele, comandante “do processo de transformação do Brasil como nunca se viu antes”. Desnecessário citar o nome, pois ela estava ali mesmo e era objeto dos pedidos de votos feitos por militantes partidários e integrantes de ONGs.
Tudo devidamente registrado nos jornais.
Tudo em completo desacordo com o que dizia o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, em entrevista que circulava na edição daquele mesmo dia no Estado.
“Este não é o momento de impulsionar candidaturas”, pregava Ayres Britto, explicando que a proibição existe para evitar a “perturbação” do funcionamento da máquina pública, porque a propaganda antecipada propicia a mistura de atos administrativos com campanha eleitoral.
Cruzamento de propósitos este que, segundo o presidente do TSE, “viola o princípio constitucional da impessoalidade e torna desequilibradas as forças dos candidatos”.
Entrou no detalhe: “O que se proíbe é que as chefias executivas passem a administrar a máquina pública na perspectiva de uma candidatura e de uma sucessão, aproveitando a entrega de obras para incensar candidatos.”
É fácil ligar a tese defendida pelo presidente do TSE à realidade corrente, pois não?
A chefia do Executivo federal há praticamente dois anos administra a máquina pública na perspectiva de uma candidatura e de uma sucessão, aproveitando obras para incensar a candidata por intermédio da qual o presidente Lula quer dar prosseguimento ao seu projeto de poder.
Ainda que não cite nomes, é evidente a referência do ministro Ayres Britto. Mesmo assim, a Justiça Eleitoral tem considerado insuficientes as provas apresentadas pela oposição em seus recursos ao tribunal, por se basearem em relatos da imprensa.
É de se perguntar como seriam documentadas as evidências de outro modo.
Na prática, a sem-cerimônia do presidente da República já produziu seus efeitos como se viu no domingo, no Rio.
Outras transgressões do mesmo gênero virão e o que se avizinha é que a Justiça Eleitoral, tão rigorosa com governadores, prefeitos e vereadores cassados por abuso de poder, acabe vendo o método Lula de transgredir e não sua pretendida austeridade prevalecer nessa campanha.

DORA KREMER

Cadê o clamor popular?

09/03/2010 por Jorge Roriz

Segundo o promotor José Carlos Blat o rombo no caixa do Bancoop entre 2001 e 2008 ultrapassa os R$100 milhões e tudo indica que parte deste dinheiro serviu para engordar campanhas eleitorais do PT. À despeito do tamanho da cifra envolvida – parece que o promotor está contando uma história da carochinha e já de final conhecido – só falta os petistas bocejarem tamanha a indiferença e certeza de impunidade…Fora alguns “é mentira, não tenho nada com isso” ou “isso é golpe da oposição para prejudicar a Dilma” , que já são de praxe…não vejo a repercussão que tal fato teria caso o partido envolvido fosse da oposição. Cadê os meninos , os estudantes aguerridos que batalharam na frente da Câmara Distrital exigindo a cabeça dos corruptos do mensalão de Brasília? Cadê a turma responsável por criar o necessário “clamor popular”…cadê?

À propósito: que mensagem de Lula estará embutida na indicação pessoal que fez ao nome de Vaccari Neto – principal suspeito no caso Bancoop – para cuidar do caixa de campanha da Dilma?

Mara Montezuma Assaf

O que esperamos do próximo presidente?

08/03/2010 por Jorge Roriz

Brasília (05.03) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou hoje, em Salvador (BA), a série de seminários regionais “O que esperamos do próximo presidente?”. O objetivo é identificar, junto com os produtores, as propostas necessárias para garantir o desenvolvimento da agropecuária nacional nos próximos anos. Estas proposições serão unificadas em um documento que será entregue aos candidatos à Presidência da República e aos presidentes de partidos políticos. A segunda parte do seminário, no dia 9 de março, será realizada  no Bahia Othon Palace (Av. Oceânica, 2294, Ondina) com inicio previsto para às 9 h.

O seminário para a região Sudeste acontece nos dias 11 e 12 de março em Uberlândia (MG). Nos dias 17 e 18, será a vez da região Sul debater as propostas do setor, em Curitiba (PR). Todas as sugestões reunidas serão levadas ao seminário nacional “O que esperamos do próximo presidente?”, que deve ser realizado nos dias 24 e 25 deste mês, em São Paulo. Neste último encontro, será consolidado um documento final com as propostas do setor agropecuário, a ser entregue aos candidatos à presidência da República e aos presidentes de partidos políticos.

Lembramos que a senadora Kátia Abreu (DEM) esta cotada para ser  candidata a vice- presidente na chapa do PSDB liderada por José Serra.

COREIA DO NORTE AMEAÇA A COREIA DO SUL

08/03/2010 por Jorge Roriz

Veja online

O governo da Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que colocou suas Forças Armadas em alerta total de combate e está pronta para “explodir” a Coreia do Sul, enquanto sul-coreanos e os Estados Unidos realizam um exercício militar na região.

O exercício, visto por Pyongyang como manobra nuclear, tem duração de duas semanas e objetivo de testar a defesa dos aliados em caso de ataque. Anualmente as atividades militares aumentam a tensão na península coreana, apesar de nada mais sério ter ocorrido nas últimas décadas.

“As unidades de três serviços do Exército Popular Coreano devem ficar totalmente de prontidão para entrar em ação e explodir os agressores uma vez que a fronteira seja violada”, disse um comandante militar norte-coreano, segundo a agência de notícias do Norte KCNA.

As declarações foram feitas depois que a China, principal aliada do Norte, disse que desejava ver a retomada das negociações sobre o desarmamento nuclear de Pyongyang até 1o de julho. O governo chinês pediu que os seis países envolvidos nas negociações, incluindo os EUA e a Coreia do Sul, façam um esforço maior.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 foi encerrado com um armistício, e não um tratado de paz.

Os exercícios envolvem 18.000 militares norte-americanos, dos quais 8.000 foram deslocados do exterior e cerca de 10.000 já estavam posicionados na Coreia do Sul. O Ministério da Defesa sul-coreano disse que cerca de 20.000 soldados do país vão participar.

Os EUA, que lutaram do lado do Sul durante a guerra, têm atualmente 28.000 tropas no país, dando apoio aos 670.000 militares sul-coreanos. O Norte posiciona a maioria de seus 1,2 milhão de militares próximo da fronteira com o Sul.

(Com agência Reuters)

Governo Lula deve explicações, diz OAB

08/03/2010 por Jorge Roriz

Para Ophir Cavalcante, acusação de tráfico de influência deve ser esclarecida.  O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante,  avalia que o governo Luiz Inácio Lula da Silva deve uma explicação ao País  sobre as denúncias que envolvem José Dirceu no episódio em que o ex-ministro
recebeu R$ 620 mil de um dos sócios da Eletronet, principal grupo  empresarial que deve ser beneficiado caso a Telebrás seja reativada

http://www.estadao. com.br/estadaode hoje/20100307/ not_imp520644, 0.php

ACIDENTE ESTRANHO

08/03/2010 por Jorge Roriz

“Hélio Malheiro depôs terça-feira. Disse que considera estranhas as circunstâncias’ do desastre que vitimou seu irmão e outros dois dirigentes da Bancoop.
Foi o seu segundo relato à promotoria, em menos de uma semana. No primeiro, dia 29 de maio, ele afirmou ter ouvido do irmão que ‘tinha de ceder às pressões políticas e, muitas vezes, se via obrigado a entregar valores de grande monta para as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, desviando os recursos que eram destinados à construção das unidades habitacionais’.
Hélio denunciou que recursos que teriam sido desviados da Bancoop abasteceram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002 e do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).”

Do blog do Reinaldo Azevedo.

Bolsa-Família e eleição

08/03/2010 por Jorge Roriz

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Todo incentivo adicional para a criança de família de baixa renda estudar e procurar melhorar seu aprendizado é uma boa ideia, mesmo quando proposto por adversários, admitiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao avaliar favoravelmente o projeto de lei de iniciativa da oposição que cria um novo benefício, no programa Bolsa-Família, para os alunos de 6 a 17 anos que tiverem bom desempenho escolar. O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Educação do Senado. Desse modo, o presidente reconhece o papel da oposição no aperfeiçoamento dos programas do governo, embora tenha cobrado dela que aponte também a fonte de recursos. Nem todos no seu partido, porém, pensam como ele.

É difícil entender a posição assumida pela líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que votou contra o projeto. Mais difícil é entender a explicação que ela deu para seu voto: a criação do benefício, segundo ela, constitui uma crueldade contra a criança, que, na sua estranha interpretação do projeto, “passa a ser responsável pela renda maior da família”.

“Quando você coloca essa questão do rendimento escolar no Bolsa-Família, como quer o senador Tasso Jereissati (do PSDB do Ceará e autor do projeto), você joga nos ombros da criança a responsabilidade de levar dinheiro para casa, e pode gerar situações de maus-tratos, de conflito, se a criança não corresponder à expectativa das famílias”, disse a senadora petista ao jornal O Globo.

Há uma notória motivação político-eleitoral na estapafúrdia ilação da líder do governo no Congresso. O governo vem tentando transformar o Bolsa-Família numa das principais bandeiras da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, e, embora o programa tenha sido originalmente adotado no governo de Fernando Henrique Cardoso (do PSDB) como Bolsa-Escola, o PT não admite que essa bandeira tenha marcas da oposição. Se for de autoria de oposicionistas, não importa a qualidade da proposta. E esta ? que não se limita a ampliar os benefícios do Bolsa-Família, mas procura melhorar o nível do aprendizado, ao estabelecer uma regra que estimula o bom desempenho dos alunos ? é de autoria de um senador da oposição.

É claro também que a oposição tem interesse político na questão. Ao restabelecer uma forma de condicionar o benefício do Bolsa-Família ao desempenho escolar, o PSDB quer criar um vínculo entre o programa atual e o do governo anterior, como admitiu Jereissati. Ou seja, a oposição quer deixar claro que a verdadeira origem do programa Bolsa-Família é o programa Bolsa-Escola do governo do PSDB, o que o atual governo não quer admitir.

Os argumentos do senador cearense para defender seu projeto, porém, não são eleitorais. Ao criar um benefício adicional, mas condicionando seu pagamento a “resultados educacionais positivos obtidos em avaliação oficial”, o projeto reintroduz no programa de transferência de renda o critério do desempenho escolar. O efeito, além do aumento de renda da família, pode ser a melhoria do ensino. “Com um incentivo concreto, os estudantes procurarão aprimorar suas relações com a escola e com os professores”, justificou Jereissati. “Mais estimulados pelo interesse dos alunos, os professores tenderão a se envolver com a causa desse alunado.”

O programa atual exige que as famílias beneficiadas matriculem nas escolas seus filhos em idade escolar, mas não impõe nenhuma condição vinculada à qualidade do aprendizado, pois considera suficiente a comprovação da frequência às aulas. Isso tem alimentado as críticas dos que veem no Bolsa-Família “uma ação paliativa que não promove educação de qualidade”, como disse o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), que relatou o projeto na Comissão de Assuntos Sociais. Daí, como justificou Jereissati, a necessidade de aprimorá-lo.

Se a medida é boa, como reconheceu o presidente e reconheceram também outros três senadores do PT que integram a Comissão de Educação e votaram a favor do projeto ? que agora será examinado pela Câmara ?, ela deve ser aprovada e colocada em prática, não importa qual seja sua autoria. Nesse caso, a oposição pode ter ganhos políticos e eleitorais, mas quem mais ganha é a sociedade, sobretudo a parcela mais pobre, que os petistas dizem defender. Mas alguns deles não conseguem entender isso.

TESOREIRO DO PT BOTA TROPA DE CHOQUE A BLINDAR SEU SIGILO BANCÁRIO

08/03/2010 por Jorge Roriz

Se João Vaccari Neto, tesoureiro da Dilma, petista amigão do Lula, não tivesse nada a temer, usaria a forma mais transparente para desqualificar o promotor José Carlos Blat, qaue investiga as falcatruas da Cooperativa de Bandidos desde 2007: abriria imediatamente o seu sigilo bancário. Entregaria todas as senhas para o Ministério Público, em cerimônia na sede do PT. Que nada. O tesoureiro da Dilma escalou o líder do PT, Cândido Vacarezza (PT-SP): “Essas denúncias são falsas. Primeiro porque o Vaccari assumiu a Bancoop depois dos problemas da Bancoop. E o promotor Blat sabe que aquela movimentação [R$ 31 millhões] é interbancária. Ou seja, de diversas contas da Bancoop para uma conta da Bancoop”, disse Vacarezza, durante a inauguração da nova sede da Força Sindical, em São Paulo. O que o deputado quer é que se investigue a responsabilidade dos mortos misteriosos da Bancoop, três diretores que faleceram juntos em inexplicável acidente rodoviário. Além disso, lançou suspeitas sobre a isenção do promotor, na típica tática de desqualificação do acusador. Este Vaccarezza deveria ir assistir aos vídeos dos lesados pela Cooperativa de Bandidos. O dinheiro sumiu, foi fazer caixa dois do PT e eles ficaram sem teto. Contra este fato, não há argumentos.

Coturno Noturno

Brasil anuncia lista de produtos dos EUA que serão retaliados

08/03/2010 por Jorge Roriz

Uol

SÃO PAULO, 8 de março (Reuters) – O governo divulgou nesta segunda-feira a lista de produtos norte-americanos com aumento de tarifa de importação como retaliação autorizada pela Organização Mundial de Comércio (OMC) em uma antiga disputa envolvendo os subsídios ao algodão.

Entre os produtos que constam da lista publicada no Diário Oficial da União, estão metanol (com alíquota de 22%), paracetamol (28%), produtos de beleza (36%), leitores de códigos de barras (22%), fones de ouvido (40%), óculos de sol (40%) e veículos de até mil cilindradas (50%).

Essas medidas entrarão em vigor 30 dias após a data de publicação. Na semana passada, entretanto, o chefe de assuntos econômicos do Itamaraty, embaixador Carlos Marcio Cozendey, afirmou que o Brasil pode aceitar uma proposta a ser feita pelos EUA.

Essa declaração abre as portas a uma solução amistosa em uma disputa que atrai a atenção do mundo inteiro por ser uma das poucas em que a OMC autorizou uma retaliação cruzada, ou seja, a parte prejudicada pode retaliar contra um setor não envolvido na disputa.

A OMC autorizou em novembro o Brasil a impor sanções sobre produtos dos EUA, como punição aos excessivos gastos de Washington para subsidiar produtores de algodão e também por causa de um programa de garantias para créditos a exportadores.

(Por Camila Moreira, Edição de Alexandre Caverni)

BANCOOP: MUTUÁRIOS SEM O DINHEIRO E SEM OS IMÓVEIS

08/03/2010 por Jorge Roriz

Documentos investigados pelo Ministério Público revelam que os diretores da cooperativa habitacional Bancoop criaram várias empresas que faziam doações a campanhas do PT. Mas os valores não eram registrados junto à Justiça Eleitoral. Uma delas, a Mizu, foi aberta por Luis Malheiros, braço direito de Ricardo Berzoíni na cooperativa. Na teoria, a Mizu deveria prestar serviços à Bancoop. Mas no endereço da empresa, a dona-de-casa Zucarli Silva revela que a Mizu só funcionava no papel. A reportagem do Jornal da Band teve acesso à contabilidade das empresas ligadas à cooperativa. Os diretores da Mizu são os mesmos da Bancoop. Coincidentemente, a Mizu só recebia recursos da Bancoop ou da Germany, uma construtora cujos sócios também são diretores da Bancoop. Mas as coincidências não param por aí: a Mizu usava recursos próprios para pagar dívidas da Bancoop. Fez também doações ao PT durante a campanha presidencial em 2002, que não foram registradas pela Tribunal Superior Eleitoral. Nasce aí o que Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, chamaria de recursos não contabilizados. Para o promotor José Carlos Blat, que investiga o sumiço do dinheiro dos mutuários, os documentos comprovam que os recursos da cooperativa foram parar nos cofres do PT. A Bancoop está quebrada e três mil famílias esperam a entrega dos imóveis, que até hoje não foram construídos. Em nota, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, diz que o partido não tem conhecimento das supostas doações, nem foi comunicado sobre o assunto pelo Ministério Público. Afirma ainda que nunca houve qualquer relacionamento financeiro do PT com a Bancoop. Berzoini diz também que se desligou da direção da cooperativa em dezembro de 2002.

Fonte: Site da  Band News FM

PERDAS DOS APOSENTADOS NO GOVERNO LULA, SUPERA AS DE FHC

08/03/2010 por Jorge Roriz

Atenção aposentados, pensionistas que contribuiram para o INSS e trabalhadores que ainda continuam contribuindo, precisamos divulgar as comparações das perdas nos últimos 2 governos sobre os valores nas aposentadorias e pensões: a) no governo do Fernando Henrique Cardoso (FHC) as perdas foram de 26,87%; e, b) no “governo” atual, somente em 7 anos, chegou a 59,45%, com base em dezembro de 2009. Portanto, o acumulado das perdas até 31.12.2009 chegou a 86,32%. Essa perda, foi sobre os reajustes dados pelos 2 governos em relação ao salário mínimo que serviram de base para cálculo da retenção e contribuição recolhida ao INSS. Precisamos continua lutando e substituindo todos os deputados/senadores que foram e são contra os aposentados, nas eleições de 2010 – veja site www.cobap.org.br

Antonio Simões dos Reis Sobrinho

CUIDADO COM O GOLPE

08/03/2010 por Jorge Roriz

Estelionatários usam cartórios para aplicar golpe

Quadrilhas ligam para empresas dizendo que supostos títulos serão protestados caso elas não paguem dívidas, que também não existem. Golpistas dão telefones falsos e negociam, fingindo ser os cartórios, para arrecadar dinheiro.

Líder do governo diz que acusação contra Vaccarezza é política

08/03/2010 por Jorge Roriz

Agência Estado

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu hoje que a acusação do Ministério Público (MP) contra João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é uma “articulação política mal engendrada” que não terá resultados. Ele ressaltou que o PT não está relacionado com o assunto. “Não é uma história do partido. É um problema do Vaccari”, disse.

Pode não ter resultados porque quando os acusados são do PT,  a impunidade é a “lei”,

O Ministério Píblico merece mais respeito. O órgão não faz articulação política. Quanto a frase pronunciada pelo líder do PT: “Não é uma história do partido. É um problema do Vaccari” também não é verdade. A verba serviu para o partido eleger Lula. Centenas de famílias foram prejudicadas, pagaram e não receberam os imóveis.

Jorge Roriz

Desigualdade ainda pesa contra as mulheres no mercado de trabalho

08/03/2010 por Jorge Roriz

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A segunda década do século 21 começa para as mulheres como terminou o século passado. Elas trabalham mais e ganham menos, ainda que sejam mais qualificadas do que os homens. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, no mercado formal, as mulheres de todos os níveis de escolaridade ganham menos do que os homens com o mesmo grau de formação.

Entre os analfabetos, a renda média mensal em 31 de dezembro de 2008 era de R$ 614,80 para os homens, enquanto para as mulheres trabalhadoras ficava em R$ 506,95.

Esse fenômeno se verifica entre os trabalhadores com formação em nível superior. A média salarial para esse grau de instrução, à época, era de R$ 3.461,82. No caso dos homens, essa renda subiria para R$ 4.623,98. Se o assalariado fosse mulher, o salário seria de R$ 2.656,47.

Para o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existe no mercado de trabalho uma espécie de “segregação ocupacional” na qual as mulheres estão em posições de menor prestígio, formalização e proteção social.

A socióloga Eva Blay, ex-senadora (PSDB-SP) e professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP), assinala que as mulheres estão subindo lentamente na hierarquia dos postos do mercado de trabalho. Ela aponta que as relações de trabalho ainda são marcadas pelo machismo. “O mercado resiste em contratar uma mulher por medo de que ela não consiga se impor aos demais trabalhadores homens.”

Segundo a acadêmica, ainda pesa contra as mulheres preconceitos como a falsa ideia de que elas faltam mais ao serviço do que os homens.

Além do trabalho fora de casa, as mulheres precisam se dedicar a atividades não remuneradas, como os afazeres domésticos. Segundo dados do IBGE referentes a 2007, as mulheres de 10 anos de idade ou mais se dedicavam 22,3 horas semanais aos afazeres domésticos contra 5,2 horas dos homens.

“Estamos muito longe de ter uma cultura em que marido e mulher cooperem com esses afazeres”, lamenta Neuma Aguiar, professora de sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“A gente é invisibilizada. Parece que lavar e consertar roupa, preparar comida ou cuidar da pessoa doente estão descoladas da produção da riqueza, mas não estão”, critica Fátima Lucena, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“Participamos da produção da riqueza, mas na hora da distribuição perdemos muito mais do que os homens”, lamenta. Fátima Lucena, no entanto, faz uma autocrítica: “A mulher não é somente vítima, mas também construtora das relações sociais”.

A socióloga Marlise Matos, chefe do Departamento de Sociologia da UFMG, concorda. “Homens e mulheres são socializados em uma cultura tradicional, conservadora, patriarcal, machista. Esse é o caldo cultural que não é privilégio dos homens. Há um ciclo de retroalimentações do qual as mulheres têm responsabilidade porque não quebram”, avalia.

PARABENIZAMOS A TODAS AS NOSSAS LEITORAS PELO SEU DIA. O DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Jorge Roriz

China Comunista não confirma conta de filho de Sarney, diz Tuma Jr

08/03/2010 por Jorge Roriz

O Ministério da Justiça negou ontem que tenha recebido qualquer confirmação, por parte de autoridades chinesas, sobre a existência de uma conta corrente no exterior, movimentada pessoalmente pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A informação foi veiculada na edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, Fernando Sarney teria usado essa conta para realizar uma transferência no valor de R$ 1 milhão para uma agência do banco HSBC situada em Qingdao, na China.

O Ministério da Justiça esclarece, por meio de seu secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, que o Departamento de Recuperação de Ativos, da secretaria, não recebeu qualquer comunicado do governo chinês a esse respeito”

O fato da China não ter se pronunciado a respeito do assunto, não significa que a conta não exista.Não confirma e nao desmente? Os comunistas e seus admiradores corruptos  adoram  uma ajuda mútua”abafando” seus escândalos.

Jorge Roriz

Vaccari diz que nunca foi processado

07/03/2010 por Jorge Roriz

Segundo o promotor José Carlos Blat, Vaccari teria participado, quando era presidente da cooperativa, de um esquema de desvio de verbas para um suposto caixa dois do PT. Ele será o responsável pelas contas da campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.

“O que chama a atenção é que na época que ele [Vaccari] era presidente da Bancoop, com dificuldades terríveis para pagar construtoras e cumprir as obras, foi entregue um cheque no valor de R$ 1,5 milhão a uma empresa de segurança. Também foram sacados R$ 31 milhões em cheques nominais à própria Bancoop na boca do caixa. A prática do saque é feita para dificultar o controle da conta corrente das empresas. É prática muito primária, mas é conhecida quando se quer ocultar”, disse o promotor ao G1.

Em sua nota, Vaccari afirma que no período em que foi presidente da Bancoop, de 2005 até a semana passada, nunca foi acusado de cometer irregularidades. “Nunca houve nenhum tipo de acusação contra mim e não respondo a nenhum processo, civil ou criminal”, diz o texto.

Se o Sr não responde a nenhum processo, vai passar a responder pela primeira vez………

Jorge Roriz

Dilma em mais um palanque criminoso

07/03/2010 por Jorge Roriz

Em ato público, envolvendo um prédio público, construído com dinheiro público, a ocupante de um cargo público Dilma Rousseff (PT-??) acaba de inaugurar um hospital ao lado de Sérgio Cabral(PMDB- RJ), governador do Estado do Rio de Janeiro. Estava acompanhada de vários ministros, que para lá se deslocaram em seus jatinhos. O compromisso era público, conforme noticiado no próprio site da Casa Civil. No ato público, no entanto, havia militância contratada e tratada a sanduíche, biscoito, guaraná e ônibus fretado, com ar condicionado. Bandeiras novinhas em folha foram distribuídas na hora e carros de som pediam votos para Dilma. O hospital ainda está inacabado, mas isto é apenas um detalhe. O hospital não recebeu um centavo de investimento federal, mas isto é apenas outro detalhe. Os discursos foram nitidamente eleitoreiros e o voto na candidata petista foi pedido abertamente, por várias autoridades. Hoje o presidente do TSE, ministro Ayres Britto, fundador do PT em seu estado, afirmou em entrevista ao jornal Estadão: “A lei estabelece um prazo para propaganda (6 de julho). Não se pode fazer propagada. E se houver, é propaganda antecipada. Este não é o momento de chefias de Executivo saírem a campo para turbinar candidaturas” . Ayres Britto é um daqueles brasileiros sem valor, o homem certo no lugar certo. Ele disse mais: “O que se proíbe é que chefias executivas passem a administrar a máquina na perspectiva de uma candidatura e de uma sucessão, aproveitando inauguração de obras para incensar candidatos. Isso é um elemento de perturbação da máquina administrativa” . Palavras, meras palavras, pois nada vai acontecer em relação a crimes eleitorais como os cometidos hoje, por Dilma Rousseff, se depender de quem deveria fiscalizar, que é o TSE do ministro Ayres Britto. Nenhum fiscal estava por lá, mesmo que o ato tenha sido amplamente divulgado. Já o bêbado Sérgio Cabral, embevecido, entreteu-se a cantar “Emoções” para a candidata: “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo, olhando pra você e as mesmas emoções sentindo…” O hospital, após o ato eleitoral, ficou vazio e abandonado. É assim que as coisas não funcionam no Brasil, a começar pela Justiça.

FONTE: COTURNO NOTURNO

O escândalo do Bancoop é velho, porém as noticias são novas

07/03/2010 por Jorge Roriz

O Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop”.

O que se tem agora e não se tinha até a semana passada:
1 – 8.000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008;

2 – As evidências dos saques na boca do caixa feitos pela diretoria da cooperativa; no lote analisado, apenas uma parte dos documentos recebidos, eles já somam R$ 31 milhões;

3 – o pedido do Ministério Público de quebra de sigilo bancário de João Vaccari Neto, ex-diretor financeiro e ex-presidente da cooperativa e atual tesoureiro do PT e da campanha de Dilma Rousseff à Presidência;

4 – o valor de dinheiro transferido da cooperativa para o bolso de quatro dirigentes da cooperativa: o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga – os três primeiros mortos em um acidente de carro em 2004 em Petrolina (PE). No total, R$ 10 milhões — no lote já analisado dos documentos, destaque-se;

5 – a informação de que 11 cheques, totalizando 1,5 milhão, datados entre 2005 e 2006, foram parar numa “empresa de segurança” de Freud Godoy — aquele do escândalo dos aloprados. A dita-cuja ficava em Santana do Paranaíba, cidade conhecida por contar com muitas empresas que só existem no papel. Os vizinhos nunca a viram funcionando no nº 89 da Rua Alberto Frediani.

Recado para os petralhas

07/03/2010 por Jorge Roriz

Estimados alienados petistas: lápis na mão e caderno: espero que notem que postei dois textos quase semelhantes sobre HEGEL.,MARX E ENGELS. O motivo é simples e pleno de caridade´pedagó gica: é necessário estudar História, para que compreendam a diferença abissal entre estes gênios da humanidade, e os textos de seus “mentores” intelectuais, tais como Tarso Genro, José Dirceu, e o apologista MAIOR:Luiz inácio Lula da Silva: o inventor do Brasil!

Ah! ficou faltando, o fantástico Celso Amorim, o estrategista com Marco Aurélio Garcia, da “tomada” da embaixada Brasileira, pelo intimorato Manoel Zelaya, que lá hospedou-se, sem pagar a conta…

Mudando um pouco mais , no campo de vocês, foi dada a partida para o terrorismo utilizado quando da campanha do Alkmim.Já os boatos desinformando o povo, que, sendo José Serra eleito, seria dissolvido o bolsa familia, que, aliás, teve seu embrião no governo Fernando Henrique Cardoso,como tantos outros projetos, que o Timoneiro, sem o mínimo pudor encampa como de sua autoria…Breve, teremos o que escrevi no texto- 2010:cristais quebrados- aterrorizando o povo de São Paulo, e teremos Dilma-o curriculum matrix- e o povo comprará mais geladeiras,micro ondas, batedeiras, tudo em 36 meses, a inflação aumentará, os juros subirão, e os especuladores ficarão felizes para sempre…Quanto a almejada cidadania, fica para quando o filhote do Lula tomar posse…

carlos vereza

Frase do dia

07/03/2010 por Jorge Roriz

AS VÍTIMAS DO BANCOOP PROTESTAM

07/03/2010 por Jorge Roriz

O terceiro governo de José Dirceu

07/03/2010 por Jorge Roriz

Artífice do mensalão no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o sr. José Dirceu de Oliveira e Silva foi apeado do posto de ministro-chefe da Casa Civil, teve cassado o seu mandato na Câmara dos Deputados e perdeu, temporariamente, os seus direitos políticos.

Nada disso o tem impedido de manter-se como uma das figuras mais influentes do governo federal, o homem que tudo sabe daquilo que ali acontece e, principalmente, do que está para acontecer, dono de conexões importantíssimas dentro do esquema e, por isso, capaz de influenciar diretamente o rumo das decisões no Palácio do Planalto.

Seu ressurgimento público, por conta da costura que realizou para, num passe de mágica, transformar uma empresa falida no eixo do programa governamental de universalização da banda larga e as homenagens, tão discretas quanto calorosas, de que foi alvo do congresso do PT que ungiu Dilma Roussef como pré-candidata do partido à sucessão presidencial evidenciam o papel central que, nos bastidores, continua a desempenhar na corte.

Alguns dias antes da magna reunião petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou pela primeira vez, de maneira aberta, acerca de seus planos futuros.

Disse com todas as letras que, se Dilma for eleita, terá de parte dele caminho aberto para concorrer a um segundo mandato, pois não cogita de candidatar-se a presidente em 2014.

Acredita o chefe do governo que sua atual ministra-chefe da Casa Civil, caso vitoriosa na eleição de outubro, imunizará o país contra qualquer proposta que envolva o regresso do atual presidente.

As declarações do presidente, ainda que sujeitas, como toda manifestação dessa natureza, a alterações futuras, arreda parcialmente a inquietação acerca de uma continuidade do seu mando pessoal.

Acontece que, como se constatou no congresso petista, elas não previnem, nem evitam, a continuidade da atuação do sr. José Dirceu como eminência parda do governo.

No segundo mandato do presidente Lula, em condições formalmente muito desfavoráveis, ele continua a definir propostas estratégicas a serem assumidas pelo governo, atropelando as funções dos atuais ocupantes de ministérios.

E o chefe do governo, aparentemente muito cioso do seu poder de comando, faz de conta que não vê as ingerências do velho companheiro.

Admita-se, por hipótese, que o Brasil venha a ter um governo chefiado pela atual ministra-chefe da Casa Civil. Esta, ao contrário de José Dirceu, é novata dentro dos quadros, hierarquias e tradições do universo petista.

Em tal cenário, o ex-ministro não apenas continuará, mais do que influenciar, a apresentar propostas ao governo federal e alinhavá-las, decidindo, por interpostas pessoas, a destinação de vultosos recursos públicos.

Fará muito mais do que isso, ampliando o poder de barganha com os companheiros “do seu tempo”, instalados nos múltiplos escaninhos do aparelho do Estado.

Isso não seria, sequer, uma novidade na América Latina. No México, durante o longo ciclo de controle do poder político pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional), os presidentes se sucediam regularmente, sem reeleições.

Mas o efetivo comando do Estado permanecia, ano após ano, em mãos da burocracia do único partido em condições de disputar o poder.

O risco do 3º mandato parece conjurado. Subsiste, entretanto, o do 3º governo de José Dirceu por trás dos bastidores, mais difícil de ser evitado e, dado o seu caráter informal, quase impossível de ser controlado.

Antonio Carlos Pannunzio é deputado federal pelo PSDB-SP

A decepcionante visita de Lula

07/03/2010 por Jorge Roriz

Mario Vargas Llosa

Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.

Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.

Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição – depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere – depois de 85 dias de greve de fome.

Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.

DESCARAMENTO

Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.

O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.

Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.

Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato – dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.

Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.

O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.

O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao “estadista” brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário “democrático” latino-americano.

Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora – quando não têm mais remédio – praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de “progressistas” que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.

Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: “Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina – entre eles o algoz cubano – reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos.” O único que se atreveu a protestar – um justo entre os fariseus – foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.

De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.

Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.

O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina.

Inocência ou maldade?

07/03/2010 por Jorge Roriz

Para  espanto do mundo civilizado,  Lula  ajuda  o presidente do irã  Ahmadinejad,   a obter as condições necessárias para  fabricar a bomba nuclear.

Se o Irã for além disso, usando a energia nuclear para   fins não pacíficos “não  poderemos concordar.” afirmou Lula.

Após o Irã conseguir a tecnologia para criar a bomba, que garantia o Brasil e o mundo terá que o uso será  exclusivamente pacifico? Ahmadinejad é mal visto pela comunidade civilizada internacional por desejar “varrer” Israel do mapa e negar o holocausto, alem de cometer graves atrocidades contra os direitos humanos.

Lula confia em Ahmadinejad ou é apenas uma falsa  inocência?

Jorge Roriz

O PT e o centenário de Tancredo

07/03/2010 por Jorge Roriz

A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado na quarta-feira, pelo centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.
Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.
Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.
Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.
Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.
Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.
A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.
Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.
O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.
Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.
A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.
Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.
Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB et caterva.
Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.
Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.
Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.
Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.
O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados. Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação.
Pior: consegue.

Ruy Fabiano é jornalista